No Dia da Juventude, em Braga, os museus estarão abertos e as visitas serão gratuitas, como pode ver na reportagem
- Matisse Alves

- 13 de ago.
- 3 min de leitura

Para celebrar o Dia da Juventude, fomos visitar o MUZEU, o Museu dos Biscainhos e o Museu D. Diogo de Sousa, em Braga, de forma gratuita, para conhecer a história da cidade romana.
No âmbito das celebrações do Dia Internacional da Juventude, a cidade de Braga promoveu um dia de democratização cultural, com a entrada gratuita em importantes instituições museológicas que fazem parte da história da cidade. A iniciativa atraiu residentes e visitantes, transformando o património local no cenário principal das comemorações e demonstrando a vitalidade da oferta cultural da região. Fomos visitar os três monumentos mais visitados em Braga, como poderá ver na reportagem mais abaixo. Começámos no MUZEU (DST), onde a arte contemporânea e o pensamento se unem para criar este espaço.

Inaugurado a 25 de abril de 2026 (Revolução dos Cravos) , o MUZEU reúne centenas de obras de arte contemporânea de artistas nacionais e internacionais, acumuladas ao longo de quatro décadas. Entre os destaques, contam-se trabalhos de nomes consagrados como Pablo Picasso, Paula Rego e Nan Goldin, bem como uma sala de instalação permanente dedicada a Anselm Kiefer. A instituição proporciona uma experiência imersiva em linguagens artísticas modernas, com exposições e instalações que desafiam as convenções tradicionais. Para o público jovem, o espaço funciona não só como um polo de fruição estética, mas também como um catalisador de debate sobre as correntes artísticas atuais e a sua relação com a sociedade.



Perguntámos a uma das curadoras do MUZEU qual a obra que mais a impressionou e ela respondeu: "O Libertino Passeia por Braga a Idolátrica do seu Esplendor", um livro de Luiz Pacheco publicado em 1961. A referência a esta obra esteve presente nos momentos inaugurais do MUZEU, em abril de 2026, estabelecendo uma ligação entre o espaço, a memória literária e a transgressão cultural associadas à cidade. O MUZEU tem quatro andares, onde estão reunidas várias obras, quadros e invenções de inúmeros artistas portugueses e internacionais. Além disso, o MUZEU organiza um dia chamado "Vem à quinta-feira", em que a entrada é gratuita e há várias atividades e visitas guiadas. Embora esteja localizado em Braga, não se engane: a entrada é pela Praça do Município, n.º 62, e não pela Praça Conselheiro Torres Almeida, n.º 113.

A segunda paragem representou um recuo temporal até ao século XVIII. Instalado num imponente palácio aristocrático, o Museu dos Biscainhos proporcionou aos visitantes uma viagem detalhada pelo quotidiano, artes decorativas e estrutura social da nobreza nortenha da época barroca.

Além do espólio interior, os jardins históricos do palácio — considerados um dos exemplos mais preservados do barroco em Portugal — afirmaram-se como um dos pontos altos da visita, combinando rigor arquitetónico e paisagismo de época.
Fomos depois ao Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, reconhecido pelas suas infraestruturas modernas e rigor científico, possui uma vasta coleção que documenta a ocupação humana na região desde a Pré-História até à época romana. Os mosaicos de grandes dimensões, as coleções numismáticas e os marcos miliários captaram a atenção dos visitantes, realçando a importância estratégica de Braga no Império Romano.


O Museu dos Biscainhos e o Museu D. Diogo de Sousa fazem parte do grupo Museus e Monumentos de Portugal. O grupo organiza um programa chamado "Acesso 52", no âmbito do qual a entrada é gratuita durante 52 dias, bastando para tal indicar o seu NIF.
A gratuitidade do acesso a estes três pilares da cultura bracarense provou ser uma estratégia eficaz na quebra de barreiras socioeconómicas, incentivando os cidadãos mais jovens a explorar e a apropriar-se da história local. O balanço do Dia da Juventude em Braga reforça a importância de políticas públicas que cruzem o lazer juvenil com a educação e a valorização do património material e imaterial da cidade.




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