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No Dia da Juventude, em Braga, os museus estarão abertos e as visitas serão gratuitas, como pode ver na reportagem

Praça da República em Braga
Praça da República em Braga
Para celebrar o Dia da Juventude, fomos visitar o MUZEU, o Museu dos Biscainhos e o Museu D. Diogo de Sousa, em Braga, de forma gratuita, para conhecer a história da cidade romana.

No âmbito das celebrações do Dia Internacional da Juventude, a cidade de Braga promoveu um dia de democratização cultural, com a entrada gratuita em importantes instituições museológicas que fazem parte da história da cidade. A iniciativa atraiu residentes e visitantes, transformando o património local no cenário principal das comemorações e demonstrando a vitalidade da oferta cultural da região. Fomos visitar os três monumentos mais visitados em Braga, como poderá ver na reportagem mais abaixo. Começámos no MUZEU (DST), onde a arte contemporânea e o pensamento se unem para criar este espaço.


Fachada do MUZEU (DST)
Fachada do MUZEU (DST)

 Inaugurado a 25 de abril de 2026 (Revolução dos Cravos) , o MUZEU reúne centenas de obras de arte contemporânea de artistas nacionais e internacionais, acumuladas ao longo de quatro décadas. Entre os destaques, contam-se trabalhos de nomes consagrados como Pablo Picasso, Paula Rego e Nan Goldin, bem como uma sala de instalação permanente dedicada a Anselm Kiefer. A instituição proporciona uma experiência imersiva em linguagens artísticas modernas, com exposições e instalações que desafiam as convenções tradicionais. Para o público jovem, o espaço funciona não só como um polo de fruição estética, mas também como um catalisador de debate sobre as correntes artísticas atuais e a sua relação com a sociedade.


Entrada do MUZEU (DST)
Entrada do MUZEU (DST)
1 Piso do MUZEU (DST)
1 Piso do MUZEU (DST)
"O Libertino Passeia por Braga a Idolátrica o seu Esplendor" - João Pedro Vale
"O Libertino Passeia por Braga a Idolátrica o seu Esplendor" - João Pedro Vale

Perguntámos a uma das curadoras do MUZEU qual a obra que mais a impressionou e ela respondeu: "O Libertino Passeia por Braga a Idolátrica do seu Esplendor", um livro de Luiz Pacheco publicado em 1961. A referência a esta obra esteve presente nos momentos inaugurais do MUZEU, em abril de 2026, estabelecendo uma ligação entre o espaço, a memória literária e a transgressão cultural associadas à cidade. O MUZEU tem quatro andares, onde estão reunidas várias obras, quadros e invenções de inúmeros artistas portugueses e internacionais. Além disso, o MUZEU organiza um dia chamado "Vem à quinta-feira", em que a entrada é gratuita e há várias atividades e visitas guiadas. Embora esteja localizado em Braga, não se engane: a entrada é pela Praça do Município, n.º 62, e não pela Praça Conselheiro Torres Almeida, n.º 113.


Fachada MUZEU (DST)
Fachada MUZEU (DST)

A segunda paragem representou um recuo temporal até ao século XVIII. Instalado num imponente palácio aristocrático, o Museu dos Biscainhos proporcionou aos visitantes uma viagem detalhada pelo quotidiano, artes decorativas e estrutura social da nobreza nortenha da época barroca.


Jardins do Museu dos Biscainhos
Jardins do Museu dos Biscainhos

Além do espólio interior, os jardins históricos do palácio — considerados um dos exemplos mais preservados do barroco em Portugal — afirmaram-se como um dos pontos altos da visita, combinando rigor arquitetónico e paisagismo de época.


Fomos depois ao Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, reconhecido pelas suas infraestruturas modernas e rigor científico, possui uma vasta coleção que documenta a ocupação humana na região desde a Pré-História até à época romana. Os mosaicos de grandes dimensões, as coleções numismáticas e os marcos miliários captaram a atenção dos visitantes, realçando a importância estratégica de Braga no Império Romano.


Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa
Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa
Fachada Exterior do Museu D. Diogo De Sousa
Fachada Exterior do Museu D. Diogo De Sousa

O Museu dos Biscainhos e o Museu D. Diogo de Sousa fazem parte do grupo Museus e Monumentos de Portugal. O grupo organiza um programa chamado "Acesso 52", no âmbito do qual a entrada é gratuita durante 52 dias, bastando para tal indicar o seu NIF.


A gratuitidade do acesso a estes três pilares da cultura bracarense provou ser uma estratégia eficaz na quebra de barreiras socioeconómicas, incentivando os cidadãos mais jovens a explorar e a apropriar-se da história local. O balanço do Dia da Juventude em Braga reforça a importância de políticas públicas que cruzem o lazer juvenil com a educação e a valorização do património material e imaterial da cidade.


 
 
 

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